Atenção, pós-graduando! 7 dicas para desenvolver uma pesquisa científica — POSFG | O Portal da Pós-Graduação

Publicado em 05/07/17

Se você está cursando uma pós-graduação, certamente já passou por pelo menos uma pesquisa científica em sua vida acadêmica. Mas, nem por isso deve estar completamente preparado para se submeter a um novo estudo. Você sabia que existem técnicas que te ajudarão a desenvolvê-lo de uma maneira menos complicada e mais eficaz? Sim, separamos sete dicas de como fazer isso!

1. Tenha objetivos claros

Muitas vezes o pesquisador tem claro para si seus objetivos, mas não sabe como isso se traduzirá numa análise estatística. Por isso deve-se saber não só o que se quer investigar, mas como chegar ao resultado desejado, em termos estatísticos, sabendo quais testes usará.

Isso também envolve, com certeza, obter uma amostra que tenha poder de detecção satisfatório das medidas de interesse, e talvez realinhar seus objetivos se não puder obter o desejado.

2. Não colete amostra “por adesão”

Quem já participou de qualquer tipo de pesquisa é solidário à dificuldade de conseguir voluntários para responder questionários. Algumas pesquisas são ainda mais complicadas porque envolvem unidades amostrais difíceis de se obter.

Ainda assim, não se pode abandonar totalmente o critério de aleatoriedade e pesquisar apenas quem ou o que está mais disponível e próximo.

Tem se tornado corriqueira a pesquisa pela internet em formulários compartilhados por Facebook com os amigos e que com certeza tem um viés em seus resultados. Para quem preza a qualidade de seu trabalho, deve ter cuidado ao utilizar esse método.

3. Treine seus coletadores de amostra

Assim como você não usaria uma máquina desregulada para medir as variáveis de interesse do estudo, não se pode colocar um pesquisador de campo aplicando questionários sem treiná-lo da forma adequada. Desde a abordagem do pesquisado até a ordem das perguntas, é necessário garantir um padrão. Caso esteja trabalhando sozinho em campo, policie-se para realizar as abordagens sempre da mesma forma.

4. Anote os dados de forma precisa

Por descuido ou mau planejamento, pode-se acabar com informações menos precisas que o necessário. O exemplo comum é da pesquisa em que se pergunta a idade do pesquisado, e não sua data de nascimento. No primeiro caso, há maiores chances de respostas incorretas, por arredondamento, esquecimento ou mentira do pesquisado.

Queremos a informação o mais detalhada possível, pois sempre podemos arredondar ou agrupar os resultados depois. Também pode-se criar critérios que avisem de informações possivelmente erradas durante a coleta. Diversos outros exemplos podem se aplicar, o importante é antecipar-se e estar atento para evitar incorreções.

5. Nem sempre quantidade de dados indica boa pesquisa

Em termos gerais, mais informação não costuma atrapalhar o estudo, mas não se deve coletar todos os dados possíveis, deixando para depois a decisão do que fazer com eles.

6. Defina tudo que será avaliado antes da coleta de dados

Algo que muitos pesquisadores iniciantes não têm ciência é de que nem sempre é possível avaliar a medida de interesse em qualquer subgrupo da amostra. Caso se tenha interesse em avaliar uma variável de interesse comparando homens e mulheres, por exemplo, é preciso garantir uma quantidade mínima de cada um desses subgrupos na amostra, o que não é possível de ser obtido pós-coleta.

7. Cuide dos dados originais

Seja em questionários de papel ou planilhas eletrônicas, os dados originais devem ser guardados até o final da pesquisa (e depois) pois não podem ser substituídos facilmente. Alguns pesquisadores também não sabem que informações resumidas não substituem os dados abertos, por unidade amostral, e a pesquisa ficará bastante limitada se perdê-los por algum motivo.

Fonte: Pós-Graduando

 

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