Ficar preso em engarrafamento gera distúrbios comportamentais no motorista

 

Quem trafega pelo trânsito brasileiro sabe: na maioria das vezes, o cenário é caótico. Asfalto em más condições, desorganização e superlotação das vias. Depois de alguns minutos de engarrafamento, o corpo já começa a sentir os reflexos dessas condições tão adversas.

A irritabilidade é o primeiro sintoma a se manifestar, e ela surge como resposta ao estímulo de ansiedade no trânsito. A irritabilidade nada mais é que uma resposta aos sentimentos do indivíduo. Por isso, ela se manifesta com maior ou menor intensidade, de acordo com a formação, caráter, personalidade e uma série de outros fatores individuais.

Sabe-se que torres de celular, antenas de TV e altos níveis de poluição eletromagnética na atmosfera provocam aumento do potencial bioelétrico. Isso é capaz de provocar alterações nas ligações neuronais e uma baixa produção de serotonina, que é a substância do bom humor e do bem estar.

Sendo assim, fica fácil de entender porque muitos perdem a calma no trânsito e extrapolam nas reações chamadas de “pavio curto”. Em um engarrafamento, quando o indivíduo está sob estresse e desvitalização bioenergética, ele perde o controle dos impulsos.

Outros fatores psicológicos e psiquiátricos como compulsão, depressão, ansiedade, problemas afetivos, agressividade colaboram para a baixa produção da serotonina. Sem esse neurotransmissor, não podemos nos sentir alegres, bem humorados, tolerantes e em equilíbrio.

Perder o controle significa que podemos reagir com distúrbios de comportamento dependendo, daqueles fatores psicológicos e psiquiátricos e outros fatores pessoais. Podemos chegar à impulsividade, agressividade e a violência verbal, gestual e física. O que, aliás, é hoje muito comum no nosso trânsito. O distúrbio de comportamento pode manifestar-se também com negligência e imprudência como produto da agressividade.

Tudo isso causa no motorista dano físico, psicológico e social. Nos portadores de um perfil potencialmente psiquiátrico, os surtos patológicos afloram e podem se agravar. Os que mais sofrem são pessoas tensas, apressadas e ansiosas.

Fique atento a sinais como:

– Taquicardia (batimento cardíaco acelerado)
– Taquipnéia (frequência respiratória aumentada)
– Extrassístoles (batimento cardíaco irregular)
– Elevação da pressão arterial
– Dor no estômago
– Enjôo
– Transpiração

Dicas para desestressar:

– Não buscar explicações para o problema
– Colocar música ambiente
– Sentar-se confortavelmente
– Fazer um alongamento
– Manter o bom humor
– Conversar com o passageiro
– Trocar gentilezas
– Comer algo doce

 

Texto original de Dirceu Alves Júnior para o blog do Perkons
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