Por Que Nem Todo Médico Faz Residência? — POSFG | O Portal da Pós-Graduação

residência médica ou pós

 

A formação médica é longa e exige muita dedicação do aluno. Todos sabem da dificuldade que é ingressar em uma faculdade de medicina, devido à alta concorrência entre os candidatos. Mas, engana-se quem pensa que o vestibular é a etapa mais disputada da vida de um aspirante a médico.

Após a conclusão do curso de graduação, normalmente os egressos de escolas de medicina procuram programas de residência médica de acordo com a especialidade pretendida. Mas, nem sempre isso é possível. Para entrar em um programa de residência, o aluno precisa participar de um processo seletivo que chega a ser 10x mais concorrido que o próprio vestibular de medicina.

A primeira etapa da seleção consiste em uma prova teórica, com cerca de cem questões sobre assuntos estudados ao longo do curso: clínica médica, pediatria, cirurgia, ginecologia e obstetrícia e medicina social. Essa prova representa 90% da avaliação. Os outros 10% se dividem entre análise de currículo e entrevista pessoal.

Conquistar a aprovação na residência exige muito esforço. Geralmente, os médicos recém-formados estudam um ano inteiro visando a aprovação na prova que dá acesso às residências. A concorrência é acirrada não só graças ao alto número de candidatos, mas porque todos os médicos estão em níveis semelhantes de conhecimento. A diferença entre as notas dos aprovados e dos não aprovados é pouca.

De acordo com a Comissão Nacional de Residência Médica, são oferecidas 7 mil vagas para residências médicas todo ano no Brasil. Entretanto, esse número ainda é insuficiente, visto que 10 mil novos médicos surgem no país a cada ano.

E o que acontece com esses 3 mil que ficam de fora? Felizmente, há outras opções além da residência. O formado em Ciências Médicas já é médico ao sair da faculdade, mas não tem especialização em área alguma (cardiologia ou endocrinologia, por exemplo). Sem o título de especialista, esse profissional só poderá atuar como clínico-geral.

Para tornar-se especialista sem ter feito residência, o médico pode optar por um curso de pós-graduação. Esses cursos têm duração de 2 anos, aproximadamente, e têm horários flexíveis – as aulas acontecem de 15 em 15 dias. Isso é ótimo para quem quiser trabalhar durante a especialização, por exemplo.

É importante saber que a realização de uma pós-graduação não dá ao médico o título de especialista. Ao término, o aluno deve prestar a prova de título junto à Sociedade Brasileira responsável pela área.

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