Pediatria: puberdade precoce exige atenção

 

A puberdade precoce pode ser diagnosticada quando as mudanças biológicas acontecem antes dos 8 anos no sexo feminino e dos 9 anos no masculino. Atualmente, percebemos uma tendência nesse sentido, com meninas apresentando as mudanças a partir dos 6 anos e meio e, os meninos, com 8 anos e meio.

Fatores genéticos e ambientais podem estar por trás dessa condição. Por exemplo: se o relógio biológico dos pais acelerou cedo demais, os filhos têm maior risco de entrar na puberdade antes do tempo. Entre os fatores ambientais que interferem, estão obesidade infantil, contato indevido com hormônios sexuais, seja por via oral ou cutânea (como pomadas e loções), e consumo de alimentos contaminados com agrotóxicos – é que eles têm agentes químicos capazes de promover alterações no sistema endócrino.

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O pediatra tem um papel fundamental no diagnóstico e retardamento da puberdade precoce. A principal finalidade é verificar as velocidades da evolução do quadro e do crescimento para afastar causas patológicas (que precisam ser tratadas com urgência).

Mas há mais motivos para acompanhar de perto as meninas e os meninos que passam por mudanças sexuais de forma precoce. A estatura final do indivíduo pode ficar abaixo da expectativa, já que a parada do crescimento também acontece mais cedo, por exemplo. Outro impacto importante diz respeito à esfera emocional. Afinal, as crianças se percebem muito diferentes das outras, com altura e formas não condizentes com sua idade.

De olho nisso – e no fato de que essa maturidade sexual antes da hora pode ser sinal de que algo não está certo com o corpo –, a situação merece atenção por parte dos pais e dos profissionais de saúde.

Fonte: Pediatra Orienta

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