Pacientes buscam Pneumologistas e não encontram médicos especializados

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A busca por médicos pneumologistas em hospitais e clínicas nunca foi tão alta. Você já reparou que a incidência de doenças respiratórias aumentou muito nos últimos anos? Atualmente, há uma série de novos fatores que influenciam a presença dessas patologias, e os médicos precisam estar preparados para os novos desafios da Pneumologia.

 

Poucos pneumologistas para muitos doentes

O baixo número de especialistas em Pneumologia tem sido apresentado como um problema, tendo em conta o aumento do número de doentes com patologia respiratória que necessitam de cuidados diferenciados. No entanto, acredita-se que o verdadeiro problema seja a organização dos serviços hospitalares e a articulação entre as especialidades. Além do baixo número de médicos pneumologistas, ainda há uma falha na organização do Sistema de Saúde. Não há uma distribuição homogênea do número de especialistas pelo território nacional, o que torna desigual o acesso dos doentes a cuidados diferenciados. Isso pode ser muito grave em se tratando de patologias mais específicas, como o cancro do pulmão, por exemplo.

Uma especialidade em transformação

A Pneumologia está passando por uma grande evolução, e as exigências que se impõem aos profissionais já estão bem diferentes hoje em dia. Segundo o diretor do Serviço de Pneumologia do Hospital de Braga, “neste momento, não dispomos apenas de um estetoscópio ao pescoço. Há que se adaptar às ferramentas que têm surgido e às novas áreas que resultam do desenvolvimento da Pneumologia”. E não somente o Sistema de Saúde deve se adaptar a essas mudanças, como também os próprios serviços de Pneumologia.

Sobre as listas de espera em algumas áreas patológicas, o especialista deu como exemplo o tempo que um doente com apneia do sono tem de esperar por uma consulta de Pneumologia. “No meu hospital, são sete meses. Depois da primeira consulta o doente tem de fazer exames complementares de diagnóstico pelos quais chega a esperar mais quatro meses”. Resumindo, “ao fim de um ano após a referenciação, o doente tem o seu diagnóstico”, lamentou, manifestando o seu desconforto perante a situação e a dificuldade de criar soluções que melhorem esse panorama.

Cenário da Pneumologia atualmente

O aumento da prevalência de doenças crônicas está muito ligado a fatores como o tabagismo, a obesidade e o envelhecimento da população, assim como o aumento do número de doentes com patologia. Outra tendência é o aumento do número de doentes com patologias complexas. Por tudo isso, atualmente a população necessita de mais consultas, de mais internamentos, de mais exames complementares e de recurso a estratégias terapêuticas mais inovadoras e complexas. Diante disso, surge também uma tendência para a subespecialização do pneumologista e a sua integração em equipes multidisciplinares.

Os desafios da Pneumologia

O grande desafio é o envolvimento dos profissionais dos Cuidados de Saúde Primários no diagnóstico e tratamento da patologia. Sem dúvida que o centro de saúde é a porta de entrada do doente no Sistema e que o médico de família tem oportunidade para identificar a doença em fases mais precoces. Entretanto, nesse atendimento prévio, deve-se garantir a qualidade das práticas e a correta interpretação dos resultados dos exames complementares de diagnóstico, assim como a correta utilização das ferramentas terapêuticas.

Reflexões sobre a Pneumologia

Estamos perante uma crise do desenvolvimento e o aumento do número de doentes com patologia complexa é fruto da melhoria de um indicador, que é a sobrevivência. A Pneumologia evoluiu de tal forma que permitiu que esses doentes chegassem a estágios de doença mais complexos pois, no passado, esses pacientes nem teriam sobrevivido até aqui. Resta agora buscar um próximo indicador, que é a sobrevivência com qualidade de vida.

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