Escolas necessitam de professores da educação especial, diz especialista

 

Não dá pra negar: nas últimas décadas, o Brasil teve significativos avanços no quesito acesso à educação. Entretanto, ainda existem aspectos que precisam ser melhorados, como o investimento na capacitação de professores da educação inclusiva.

Um escola inclusiva é uma escola comum que recebe a todos, independentemente das diferenças. Ou seja, em vez de a criança frequentar uma escola especial (para pessoas com deficiência), ela é inserida na escola regular, mas com acompanhamento de profissionais especializados para acolher suas necessidades.

Infelizmente, a maioria das escolas do Brasil não estão preparadas para receber alunos com deficiência, devido a problemas de infraestrutura e formação da equipe. Esses profissionais, com formação em educação especial e inclusiva, estarão aptos para inserir de verdade os alunos com deficiência na escola regular. Eles desenvolverão uma rede de apoio entre alunos, docentes, escolas, famílias e profissionais da saúde, a fim de que os objetivos de aprendizagem sejam cumpridos da melhor maneira possível, sem que essa experiência seja traumática para qualquer parte.

Fabiana Garcia, especialista em educação especial na área de transtornos globais do desenvolvimento (TGD), afirma que não existem suficientes profissionais qualificados. A lei obriga que a escola aceite a matrícula da criança com deficiência, mas isso não garante o sucesso de sua escolarização. Como exemplo, ela cita o sistema municipal de Campinas, onde há salas de recursos ou apoio uma por escola, mas que são multidisciplinares. Ou seja, a maioria das vezes há 1 professor especializado em educação especial, e ele tem que atender cegos, surdos, deficientes intelectuais e TEA numa mesma classe.

“No caso das escolas privadas, a coisa complica ainda mais”, afirma Fabiana. “Se sentem desobrigados de oferecer a sala de recursos, mas é previsto sim na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e a Nota técnica 15/2010 do MEC orienta, que eles devem seguir a legislação vigente. Também não investem em formação do professor, querem cobrar dos pais custo extra para contratar um professor de educação especial e tantas outras barbaridades puníveis com multa.”

Fabiana acredita que é preciso investir na formação do professor, e esse conhecimento direcionado à educação especial só se tem em cursos posteriores à graduação. Nem na própria Pedagogia há esse cuidado, porque as diretrizes do curso citam que se deve oferecer noções da educação especial (assim, bem generalizado). Por isso, o professor também tem sua parte a fazer no que diz respeito à busca de aperfeiçoamento dos conhecimentos e qualificação profissional.

 

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