Em quatro anos, quase metade das crianças brasileiras serão obesas

Publicado em 06/09/2018

Uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que a obesidade atinge hoje um em cada cinco adultos brasileiros. Cerca de 54% da população está acima do peso considerado ideal. O mesmo estudo ainda mostrou que 18,9% da população acima dos 18 anos, que vivem nas capitais brasileiras, é obesa. Esse percentual é 60,2% maior que o obtido na primeira vez que o trabalho foi realizado, em 2006.

E se a situação da obesidade em adultos já se tornou problema de saúde pública, o excesso de peso nos pequenos impressiona ainda mais. Para muitos especialistas, a obesidade infantil já pode ser considerada uma verdadeira epidemia. E os números comprovam a preocupação. De acordo com levantamentos da Organização Mundial de Saúde, pelo menos 41 milhões de crianças no mundo com menos de cinco anos estão acima do peso ou são obesas.

Isso significa dizer que hoje o excesso de peso atinge dez vezes mais crianças e adolescentes do que na década de 1970. No Brasil a realidade não é diferente. Um em cada três brasileiros apresenta sobrepeso ainda na infância. Embora o aumento do sobrepeso e da obesidade tenha se dado em todas as faixas etárias e em todas as regiões do País na última década, os jovens foram os mais afetados. O número de obesos de 18 a 24 anos mais que dobrou em 11 anos e alcança os 9%. Além disso, um terço das pessoas nessa faixa etária está com sobrepeso.

Se nada for feito, o futuro pode reservar dados ainda mais alarmantes. Uma projeção feita pelo Ministério da Saúde aponta que em 2022, quase metade das crianças brasileiras serão obesas. O país terá 46,5% dos meninos entre 5 e 9 anos acima do peso e 38,2% das meninas obesas. No mesmo ano, 24,8% dos adultos devem ser obesos.

 

 

 

Consequências do excesso de peso

Os índices mostram que os efeitos da obesidade já são sentidos. O diabetes, por exemplo, cresce de forma expressiva. Entre 2006 e 2017, os registros subiram 49% entre a população de 25 a 34 anos.

Em relação às crianças, um estudo publicado no Journal of Pediatrics, mostrou que o excesso de peso pode afetar o fígado das crianças a partir dos 8 anos de idade. A pesquisa também apontou que o aumento de gordura no abdômen das crianças aumenta a probabilidade de que tenham marcadores para doença hepática gordurosa não alcoólica.

Causas da obesidade infantil

De acordo com especialistas, esses índices se devem a vários fatores, como o consumo de alimentos ultraprocessados. Esses alimentos passam por muitas técnicas, ou processos, que aumentam a durabilidade e diminuem o valor nutricional. Eles normalmente são saborosos e conquistam o paladar das crianças, mesmo sendo danosos à saúde – além do excesso de calorias, sal e açúcar, são pobres em vitaminas e sais minerais.

Salgadinhos, biscoitos recheados, sorvetes e refrigerantes são só alguns dos exemplos.

 

 

 

 

 

 

O que se pode fazer para reverter o quadro?

É essencial que se cuide da dieta das crianças, evitando ao máximo o consumo de alimentos gordurosos e de guloseimas em geral. As brincadeiras ao ar livre e esportes devem ser estimulados. Em caso de criança acima do peso, é essencial que um especialista seja procurado para que medidas sejam tomadas para reverter o problema.

 

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