Quem são os pacientes que têm aumentado em 4 vezes o risco de infarto

Publicado em 14/09/2018

No Brasil, o número de diabéticos aumentou quase 62% nos últimos dez anos. Hoje, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 13 milhões de brasileiros convivem com a doença. Índice que representa 6,9% de toda a população.

Parte desse grupo tem a diabetes tipo 1 e 90% dos casos se referem ao tipo 2 da doença. A diabetes tipo 1 é caracterizada pela falta de produção de insulina no corpo, resultante de ataques no sistema de defesa do organismo. É descoberta, na maioria das vezes, na infância e na adolescência.

Já o tipo 2, mais comum, é o que apresenta produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, o que ocasiona o excesso de glicose no organismo. Esse tipo pode ter influência genética e aparece com mais frequência em adultos.

Mas independentemente do tipo, as consequências normalmente associadas à doença são perda de visão, problemas renais, amputação de membros inferiores, complicação nos rins, hiperglicemia e hipoglicemia. O que muita gente não sabe é que diabéticos têm 4 vezes mais chance de ter problemas cardiovasculares, como um infarto, por exemplo. De acordo com a Associação Americana de Diabetes, problemas no coração são uma das principais causas de morte em dois a cada três pacientes.

Informação que é desconhecida muitas vezes inclusive entre quem convive com a doença, conforme apontou uma pesquisa realizada pelo Ibope. Segundo o instituto,44% dos diabéticos não sabem dessa relação entre diabetes e problemas no coração.

Outro dado que preocupa é que cerca de 20% ou 30% dos pacientes com a doença não apresentam muitos sintomas durante o infarto. Muitas vezes eles reclamam apenas de falta de ar ou tontura e por isso, nem sabem que estão tendo um ataque cardíaco.

Mas porque existe essa relação entre diabetes e doenças cardiovasculares?

Como a doença resulta em um descontrole nos níveis de açúcar no sangue e a incapacidade de produzir e usar insulina, isso, junto, acaba gerando um estado de inflamação. Esse quadro favorece o surgimento de placas de gordura, aumento do colesterol ruim e outras substâncias nas paredes das artérias, restringindo o fluxo sanguíneo.

 

Ou seja, a parede interna ou revestimento interno da artéria (endotélio) perde suas propriedades protetoras, permitindo que células anormais entrem no vaso. Essa disfunção endotelial é a anormalidade inicial na formação de ateroesclerose de qualquer etiologia.

O metabolismo do diabetes resulta em partículas de gordura que são quimicamente modificadas e tóxicas à parede da artéria. Essas partículas de gordura modificadas e tóxicas são absorvidas pelas células dentro da parede da artéria. Por fim, elas matam essas células, o que resulta em uma reserva de gordura: a placa aterosclerótica.

As plaquetas, células sanguíneas que iniciam a formação de coágulos no sangue, são mais aderentes em pacientes com diabetes, aumentando a probabilidade de obstrução do endotélio anormal. O endotélio anormal e a inflamação aumentada dentro da parede da artéria vão resultar em um estado que faz com que o revestimento da artéria tenha maior risco de romper, expondo o sangue à placa gordurosa dentro da parede. Isso é um estimulante poderoso para a formação de coágulos que obstruam a artéria, resultando em infarto (artérias coronárias obstruídas) ou derrame (artérias cerebrais obstruídas).

O endocrinologista é o profissional que precisa conhecer essa relação para conseguir orientar o paciente de forma mais adequada quanto à prevenção de problemas mais sérios. Para isso é preciso que esse médico esteja bem preparado, adquira ainda mais conhecimentos, se atualize e esteja qualificado. O melhor caminho nesse sentido, é após-graduação. Nosso curso de Pós-Graduação em Endocrinologia e Metabologia está com inscrições abertas para novas turmas em São Paulo (SP).

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