Aqui está o que você precisa saber sobre mixoma atrial

Os mixomas cardíacos são o tumor primário mais comum do coração. A maior incidência desses tumores se dá no átrio esquerdo, por isso falaremos essencialmente do mixoma atrial. Os mixomas ventriculares geralmente são pediculados, diferente dos atriais, que são sésseis.

Os pacientes mais afetados são mulheres na faixa etária que vai dos 50 aos 60 anos, sendo muito raro de aparecer em crianças.Aproximadamente 7% dos casos possuem caráter familiar, fazendo ou não parte de síndromes como o Complexo de Carney, doença nodular pigmentosa primária das adrenais, mixomas cardíacos e cutâneos, adenomas hipofisários, neoplasia testicular, adenoma ou carcinoma de tireoide e cistos ovarianos.

A sintomatologia depende de tamanho, forma, mobilidade e localização do tumor. Os tumores que se originam nos átrios – a maioria dos mixomas cardíacos, como já falamos – podem causar obstrução ao fluxo sanguíneo pelas valvas atrioventriculares, simulando lesões valvares estenóticas.

Em frequência menor, nas cavidades ventriculares (obstruindo a via de saída, que pode acarretar sintomas como dor torácica, dispneia ou sincope) podem levar a fenômenos embólicos. Os êmbolos podem ter origem nos próprios tumores ou em trombos formados em suas adjacências. Podem levar a embolizações sistêmicas e, mais raro, à embolização pulmonar.

Os mixomas das câmaras direitas podem causar obstruções nas valvas tricúspide ou pulmonar e insuficiência cardíaca direita, assim como embolia pulmonar e sintomas pleuríticos. Podem apresentar arritmias. A infiltração do tecido tumoral no miocárdio e nas vias de condução podem levar a bloqueios atrioventriculares, taquicardias ventriculares, arritmias atriais, fibrilação atrial ou flutter atrial e até mesmo morte súbita.

Podemos encontrar sintomas constitucionais do tipo febre, anorexia, perda de peso, adinamia, astenia. Geralmente não auscultamos sopros, mas podemos encontrar o chamado “tumor plop” (ruído diastólico característico quando o mixoma se move pela valva mitral ou tricúspide).

Antes de diagnosticar o mixoma, elimine: doença valvar, insuficiência cardíaca, endocardite bacteriana, arritmias cardíacas, síncope, embolia pulmonar e sistêmica.

Nos exames laboratoriais de rotina, o mixoma demonstra elevação da velocidade de hemossedimentação, trombocitopenia, policitemia, anemia, proteína c reativa, leucocitose. Então, fique atento a essas alterações.

O ecocardiograma é o método diagnóstico de eleição no mixoma cardíaco, graças às suas técnicas bidimensionais. O eletrocardiograma, por sua vez, é inespecíficos. Quando temos o RX de tórax de um paciente com mixoma, percebe-se no exame o aumento do átrio esquerdo, também sinais de congestão e de hipertensão pulmonar.

tratamento é a remoção cirúrgica, que na maioria das vezes é curativa. Após o diagnóstico, não se deve protelar a cirurgia pois existe a possibilidade de complicações por fenômenos embólicos ou morte súbita. A taxa de recidiva é muito baixa.

 

O conteúdo foi produzido pelo Médico Cardiologista Marcelo Flávio Gomes Jardim Filho, colunista do blog da PEBMED. O artigo original pode ser lido aqui.
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