Disforia de gênero: de que forma o pediatra faz a diferença no processo

Publicado em 10/09/2018

A criança se concentra em atividades tradicionalmente associadas ao sexo oposto. Tem sentimentos negativos e muitas vezes passa a renegar o próprio órgão genital. Prefere vestir roupas feitas para crianças do sexo oposto. Evita brincadeiras de outras crianças do próprio sexo. Quer ter companheiros de brincadeira que sejam do outro sexo.

Esses, segundo especialistas, podem ser alguns sinais que indicam a disforia de gênero.

A disforia de gênero se desenvolve normalmente perto dos dois anos de idade, mas algumas pessoas podem reconhecer os sintomas só na fase adulta.

A disforia de gênero envolve uma incompatibilidade significativa entre o sexo anatômico de uma pessoa e o seu sentimento interno como masculino, feminino, misto, neutro ou algo diferente (identidade de gênero), ou seja, a forma como ela se reconhece.

Muitas pessoas com disforia de gênero relatam que a sensação é de estarem aprisionadas em um corpo diferente daquilo que acreditam ser. Por exemplo, algumas pessoas que são rotuladas como homens no nascimento sentem-se como mulheres presas a um corpo de homem e vice-versa.

O que fazer para lidar com a disforia

Quando o caminho até a descoberta e a aceitação se torna longo e doloroso, é hora de pedir ajuda e buscar tratamento. Os mais indicados, de acordo com os especialistas, são a psicoterapia, a terapia hormonal e a cirurgia de mudança de gênero.

No entanto, no caso de os pais perceberem os sinais ainda na infância, a Sociedade Brasileira de Pediatria defende a importância do profissional pediatra nesse processo.

Para a SBP, o pediatra precisa estar apto a identificar a disforia ainda na infância. Ou seja, ele é o especialista responsável por abrir as portas para a atuação de uma equipe multidisciplinar que vai ser capaz de definir as melhores estratégias a serem adotadas.

Conforme a instituição, cerca de 80% das crianças que apresentam a disforia de gênero na idade escolar voltam a se sentir confortáveis com o sexo com o qual nasceram. Mas quando esse desconforto começa a existir a partir da adolescência, o retorno ao sexo biológico fica mais difícil.

É nesse contexto que o pediatra assume papel importante. Ele é o único médico que deve assistir crianças e adolescentes. Ele os atende desde o nascimento até o final da adolescência. Então, ele precisa estar preparado para quando as mães e os pais levarem essa questão para dentro dos consultórios.

O pediatra não trata só de dar medicamentos para diferentes doenças. Ele também acolhe a criança e sua família, orienta o desenvolvimento do pequeno e os fatores de risco. Esse papel de atenção ao desenvolvimento é do pediatra: desde a vacina até alimentação e o alerta para os riscos de doenças sexualmente transmissíveis em adolescentes.

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