Esquizofrenia infantil: um problema do presente para o futuro

Publicado em 02/10/2018

A esquizofrenia é um transtorno que raramente se manifesta na infância, mas não quer dizer que não aconteça. E como acontece com os adultos, os pequenos também sofrem com alucinações e delírios. No entanto, no caso das crianças o diagnóstico pode ficar um pouco mais comprometido, já que esses sinais podem ser confundidos com “coisas de criança” ou “amigos imaginários”, por exemplo.

Para entender melhor o problema é importante saber quais são as causas da esquizofrenia infantil. O transtorno tem uma importante carga genética, assim existe uma maior probabilidade do problema aparecer em uma família que tenha pessoas que sofrem ou tenham sofrido com a doença. Também existem estudos que apontam uma relação entre a esquizofrenia infantil com antecedentes familiares de transtornos de ansiedade ou de TDAH.

No entanto, existem outras circunstâncias que podem estar associadas a esse transtorno. Por exemplo, se houve complicações durante o parto que acarretaram um desenvolvimento neurológico anormal. Também é preciso prestar atenção se em algum momento o fluxo de oxigênio no cérebro da criança sofreu uma diminuição ou até mesmo a total interrupção.

Como saber se a criança tem esquizofrenia?

É preciso observar se ela acredita ouvir vozes que, em geral, são negativas e desagradáveis. Também se ela acredita ver coisas, como pessoas, objetos ou cores que na verdade não existem.

É importante prestar atenção nessas questões, pois os pais podem confundir os sinais de alerta com brincadeiras. Mas é claro que em último caso a palavra final em relação ao diagnóstico deve ser a de um médico.

É na infância que as crianças começam a falar, andar e desenvolver habilidades motoras. Se a criança apresentar esquizofrenia, todos esses aspectos vão ser influenciados. Por isso, assim como acontece com os adultos que convivem com a doença, uma intervenção rápida melhora bastante os sintomas do transtorno. O diagnóstico precoce pode amenizar bastante o impacto do problema na rotina do pequeno.

As crianças que são diagnosticadas com esse transtorno, em geral, têm dificuldades para se expressar com naturalidade e vão falar coisas estranhas, até mesmo para mentes tão abertas e imaginativas como as das crianças.

Como a psicologia pode tratar um problema como esse?

A princípio, a tentativa será frear o agravamento da situação com um tratamento farmacológico que busque equilibrar a criança e conter a sintomatologia. Além disso, essa tratamento vai permitir que o psicólogo possa trabalhar com a criança em melhores condições, já que ao estar com os sintomas controlados ela vai mostrar uma atitude mais receptiva.

Depois que o tratamento farmacológico tiver sido regulado, é importante realizar um trabalho profundo no qual se ensine a criança a diferenciar o que é alucinação do que é realidade. Também se deve trabalhar com a motricidade e a linguagem para que o atraso, caso exista, seja o menor possível.

Da mesma maneira, não se pode descuidar do âmbito das interações sociais. A criança que sofre de esquizofrenia precisa adquirir as ferramentas necessárias que viabilizem a socialização com outras crianças da sua idade. Nesse sentido, o trabalho com os pais também é importante, orientando-os em relação às reações mais positivas em determinadas situações que a criança pode se envolver como consequência do transtorno. Nesse sentido, um trabalho de sensibilização com o meio social no qual a criança está inserida é muito importante.

Um diagnóstico precoce é extremamente importante, sobretudo quando se trata de crianças. Se os sintomas se agravarem, o avanço do transtorno será muito maior e as expectativas de melhora se reduzirão de forma drástica.

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